domingo, 23 de agosto de 2009

Escolinha de futebol de Jaú vira Olé Brasil


A Secretaria de Esportes de Jaú vai oferecer aulas de futebol em quatro locais na cidade, mas não será a responsável pela escolinha. Quem assume a coordenação é o Olé Social, um braço do Olé Brasil Futebol Clube, clube localizado em Ribeirão Preto e que disputa a Segunda Divisão do Paulista. A assinatura do acordo ocorreu na semana passada, mas o lançamento oficial deverá ocorrer nos próximos dias.

Pelo acordo, o Olé Brasil vai ter um coordenador técnico nas escolinhas, fornecer uniforme e material de treinamento. Em troca, poderá ficar com algum atleta que se destaque na escolinha. “O acordo não vincula o jogador que se destacar ao Olé Brasil. Ele tem a opção de trilhar no Olé Brasil, mas não tem obrigação”, ressalta o supervisor Guilherme Verdinelli, da Secretaria de Esportes de Jaú.

“A Prefeitura de Jaú não vai desembolsar nenhum centavo. Entrará com os técnicos, com os campos e locais que já tem”, diz Verdinelli, citando o campo do kartódromo, Distrito de Potunduva, Vila Ribeiro e Pouso Alegre. Com possibilidade de expansão, na segunda fase, para o estádio municipal, Jardim Santa Helena e Jardim Pires de Campos.

A ideia inicial é atender mil crianças nos diversos polos. O projeto vai oferecer aulas de futebol a crianças de 8 a 15 anos, com a condição de que os garotos tenham bom rendimento escolar. O parceiro da Secretaria de Esportes doará uniformes, coletes, bolas e cones de treinamento aos alunos. E ainda colocará a estrutura do Grupo Olé em Ribeirão Preto à disposição dos alunos.

Até agora, o único local em que a Secretaria de Esportes de Jaú oferece escolinha de futebol é o campo do kartódromo. Segundo informações, são cerca de 250 crianças que treinam no local com o professor José Antonio. Lá, são atendidos garotos de até 17 anos, alguns dos quais integrantes do time da cidade nos Joguinhos Abertos.

Para Guilherme Verdinelli, a Secretaria de Esportes sempre teve dificuldade para comprar uniforme e material de treinamento para as escolinhas. Com o acordo com o Olé Brasil, a modalidade futebol passa a não ter mais esse problema. Ele diz que estimativas feitas pela Secretaria de Esportes apontam que seriam necessários cerca de R$ 35 mil para vestir e equipar os mil alunos que podem ser beneficiados a partir de agora.

Na assinatura do acordo em Jaú, o Olé Brasil foi representado pelo advogado Thiago Luchi e pelo diretor de entretenimento Maurício Chichineli. Por Jaú, estiveram o prefeito Osvaldo Franceschi Junior, o secretário João Brandão e vereadores.
Sem conflito com Informatibola
O supervisor Guilherme Verdinelli esclarece que não haverá conflito com o Projeto Informatibola, que já existe em diversos bairros da cidade, beneficia centenas de garotos e recebe verba do poder público – via assistência social. “Não temos intenção de oferecer aulas nos mesmos locais do Informatibola. Vamos priorizar outros locais.”
O secretário de Esportes de Jaú, João Brandão do Amaral, falou que a proposta é manter as aulas no campo do kartódromo e começar as demais unidades pelo Potunduva, Vila Ribeiro e Pouso Alegre, permitindo que crianças dessas regiões tenham a oportunidade de praticar futebol. Ele quer atingir até mesmo garotos de sítios próximos aos bairros rurais – até 16 anos de idade.
Brandão explicou que caso surja algum talento futebolístico na escolinha, ficou acertado que será dada preferência ao XV de Jaú – isso se o clube jauense se interessar, o que ainda vai ser conversado. “Está no contrato que o objetivo é não visar ao profissionalismo”, diz ele.
Para conhecer a estrutura do Olé Brasil, João Brandão vai hoje para Ribeirão Preto e vai levar uma equipe sub-15 da Secretaria de Esportes para disputar torneio de futebol do Olé Brasil. O lançamento do projeto em Jaú deverá ser feito no dia 30, durante torneio a ser realizado em Potunduva, quando será doado um jogo de camisa e uma bola oficial autografada por jogadores do Corinthians
Clube busca novos talentos
O Olé Brasil informa que o objetivo “é estimular o desenvolvimento integral das crianças/adolescentes, por meio da prática e do aprendizado esportivo especializado, auxiliando e apoiando o compromisso que a Prefeitura tem com a educação esportiva e recreativa de suas crianças e adolescentes.”
O grupo Olé Brasil FC tem como acionista majoritário a empresa Leão Leão, de Ribeirão Preto, e, recentemente, comprou o Votoraty FC, clube que disputou a Série A-3 este ano e conquistou o acesso à Série A-2 de 2010. O Olé Brasil não passou da primeira fase da Segunda Divisão – ficou em sétimo lugar no seu grupo, formado por oito equipes.
Pelo acordo com a Prefeitura de Jaú, válido por um ano e possível de renovação, cabe ao Olé Brasil a implementação e coordenação do programa e a captação dos recursos financeiros para mantê-lo. A assessoria de imprensa da Prefeitura de Jaú informa que o Olé Brasil oferecerá ainda curso de arbitragem de futebol aos professores e árbitros da Secretaria de Esportes.
No site www.olebrasilfc. com.br, o clube informa que “o programa visa ainda a descobrir talentos para as categorias de base do Olé Brasil FC e ser um instrumento de oportunidade para crianças e adolescentes carentes”. Atualmente, 11 cidades têm acordo com o Olé Brasil. O site informa ainda que esse programa aumenta “a captação de novos talentos para as categorias de base do Olé Brasil FC

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